Globalmente, o mercado de Embedded Finance está em expansão. De acordo com a PwC, espera-se que o mercado de aplicações de Embedded Finance cresça cinco vezes, passando de US$54,3 bilhões em 2022 para US$248,4 bilhões em 2032. Essa tendência é impulsionada pela digitalização dos serviços financeiros e pela crescente demanda por conveniência por parte dos consumidores.
Nesse blogpost, você vai entender tudo sobre Embedded Finance e suas tendências para os próximos anos.
O que é Embedded Finance?
Embedded Finance é um modelo de negócio onde empresas fora do segmento financeiro conseguem ofertar esse tipo de serviço e de produtos para os seus clientes. Ou seja, ao invés de recorrer a um banco ou outras instituições financeiras tradicionais, com o Embedded Finance, os usuários podem acessar diversos produtos – como crédito, seguros, pagamentos e contas bancárias – diretamente no ecossistema de uma empresa.
Exemplos de Embedded Finance
- Lojas de varejo online que oferecem opções de parcelamento diretamente na plataforma;
- Empresas que permitem ao cliente obter crédito em lojas físicas ou virtuais.
Dessa forma, o Embedded Finance ao inserir ofertas de novos produtos ao portfólio de uma empresa, busca aumentar a rentabilidade e fidelizar seus clientes, sem tirar o foco do seu negócio principal.
Diferença de Banking as a Service e Embedded Finance
O Banking as a Service (BaaS) é uma infraestrutura tecnológica e regulatória que permite que empresas integrem serviços bancários aos seus produtos, a partir de APIs fornecidas por provedores especializados e autorizados. Já o Embedded Finance está relacionado à prática de integrar determinados serviços financeiros dentro de um produto ou serviço não financeiro.
Logo, uma das formas de executar o Embedded Finance é por meio do Banking as a Service.
Quais as vantagens do Embedded Finance?
Com o Embedded Finance, as empresas passam a ter maior relacionamento e entendimento do consumidor e, com isso, ganham vantagens competitivas em relação ao mercado.
Assim, companhias buscam embarcar no Embedded Finance e ofertar serviços e produtos financeiros por uma série de fatores, entre eles:
- Aumento da receita: complementando seus produtos com serviços financeiros, as empresas estabelecem novas fontes de receita, impulsionando seu faturamento;
- Fidelização dos clientes: ao oferecer soluções que atendem às expectativas dos clientes, relações mais sólidas e personalizadas podem ser estabelecidas, resultando em uma elevação na retenção e satisfação;
- Diferenciação competitiva: a efetiva disponibilidade de facilidades e produtos financeiros pode se transformar em um critério de decisão para os clientes, destacando a empresa entre os concorrentes, contribuindo para ganho de mercado;
- Experiência do usuário: ao eliminar etapas intermediárias, o Embedded Finance torna a experiência do cliente mais fluida e conveniente;
- Inclusão financeira: o Embedded Finance facilita o acesso a serviços financeiros para pessoas que poderiam enfrentar barreiras.
Como funciona o Embedded Finance?
Para conseguir ofertar esse tipo de produto, as empresas precisam se aliar a instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central ou outro órgão regulador, caso optem por um provedor de infraestrutura.
O próprio Bacen é um dos grandes impulsionadores do modelo no país, contribuindo com mudanças de regulamentação – como a criação das SCDs (Sociedades de Crédito Direto) e de subprodutos do Pix.
O modelo de Embedded Finance é possível a partir do uso de APIs (interfaces de programação de aplicativos), que permitem que empresas terceiras integrem serviços financeiros em suas plataformas de maneira simples e escalável.
Com isso, o cenário brasileiro indica um aumento na adoção do modelo – a Delloite estima que a oferta de serviços financeiros por meio do Embedded Finance tem potencial de gerar receitas de até R$24 bilhões no Brasil até 2026. Globalmente, o valor de mercado estimado dessas tecnologias no mesmo período será da ordem de US$138 bilhões.
Como entrar no Embedded Finance
Para começar a oferecer produtos financeiros, o primeiro passo é tomar uma escolha estratégica entre criar um arcabouço regulatório próprio ou se aliar a parceiros e provedores de soluções como Banking as a Service e Lending as a Service, que já contam com infraestrutura tecnológica e legal para amparar a operação.
Após desenhar as jornadas do usuário (seja em banking, crédito ou demais produtos), a companhia as desenvolve ao redor das APIs deste parceiro tecnológico e as integra ao sistema, aplicativo ou plataforma da empresa, disponibilizando serviços financeiros de maneira conveniente para seus clientes durante toda a jornada.
No Brasil, o avanço do Open Finance e a popularização do Banking as a Service têm impulsionado o crescimento desse mercado. Empresas como a QI Tech oferecem a infraestrutura necessária para que negócios de diferentes setores implementem essas soluções de forma ágil e segura.
Embedded Finance em prática: o papel da QI Tech
A QI Tech é a primeira SCD autorizada pelo Banco Central do Brasil, e provê infraestrutura para serviços financeiros – como os necessários para conseguir operacionalizar uma oferta de Embedded Finance: Banking as a Service (white label, contas bancárias, pagamentos e boletos), esteira de crédito, administração e custódia de fundos, antifraude e onboarding, entre outros.