Como integrar soluções de Banking as a Service no meu negócio digital?

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TENDÊNCIAS PARA O MERCADO FINANCEIRO EM 2025

Pagamentos instantâneos 2.0, regulação de Banking as a Service, novos mecanismos antifraude, ascensão do Open Finance, Embedded Finance e outras tendências.

Nos últimos anos, o dinheiro deixou de ser apenas um meio de pagamento e passou a fazer parte da própria experiência digital. Plataformas que antes só vendiam produtos ou serviços agora oferecem contas, Pix, cartões e crédito dentro do mesmo aplicativo. Esse movimento, conhecido como Embedded Finance, só é possível graças ao modelo de Banking as a Service (BaaS), a infraestrutura que permite que qualquer empresa ofereça serviços financeiros sem precisar se tornar um banco.

Mas por onde começar? Quais soluções fazem sentido para cada tipo de empresa? E como conectar tudo isso de forma segura e regulada?

Neste guia, explicamos de forma prática como levar o Banking as a Service para dentro do seu negócio.

O que você vai ver neste artigo

  1. O que é Banking as a Service;
  2. Por que empresas não financeiras estão virando “fintechs invisíveis”;
  3. Passo a passo para integrar BaaS no seu negócio;
  4. Principais casos de uso;
  5. Desafios técnicos e regulatórios;
  6. Como escolher o melhor parceiro de BaaS.

O que é Banking as a Service?

Banking as a Service (BaaS) é um modelo no qual uma empresa especializada fornece infraestrutura regulada e tecnológica para que outras companhias ofereçam serviços financeiros com sua própria marca.

Em vez de construir um banco do zero (obtendo licenças, conectando-se ao Banco Central e criando sistemas complexos) o negócio digital consome APIs plug and play para incluir:

  • Contas digitais;
  • Pagamentos via Pix e boletos;
  • Emissão de cartões;
  • Gestão de cobranças;
  • Produtos de crédito;
  • Conciliações e split de pagamentos.

Tudo isso fica integrado à jornada do cliente, sem que a empresa precise se tornar uma instituição financeira.

Por que integrar BaaS ao seu negócio digital?

Empresas de e-commerce, marketplaces, ERPs, fintechs e plataformas de serviços perceberam que serviços financeiros não são mais extras, são parte central da experiência.

Benefícios diretos

1. Novas fontes de receita
Taxas de transação, interchange de cartões, juros de crédito e serviços premium viram linhas recorrentes no P&L.

2. Maior retenção de clientes
Quando o usuário movimenta dinheiro dentro da sua plataforma, o custo de troca para um concorrente cai drasticamente.

3. Experiência sem fricção
O cliente paga, recebe, parcela e contrata crédito sem sair do seu app.

4. Time to market acelerado
Em semanas você pode lançar produtos financeiros usando infraestrutura pronta.

5. Conformidade regulatória delegada
O parceiro de BaaS assume grande parte das obrigações com Bacen, KYC, PLD e antifraude.

Passo a passo para integrar Banking as a Service

1. Defina o problema de negócio

Antes da tecnologia, responda:

  • Quero aumentar conversão no checkout?
  • Preciso antecipar recebíveis para parceiros?
  • Desejo fidelizar clientes com conta digital?
  • Preciso automatizar cobranças e conciliação?

A resposta define quais módulos ativar.

2. Escolha os produtos financeiros iniciais

Os mais comuns são:

  • Conta digital White Label para clientes ou sellers;
  • Pix e pagamentos integrados ao fluxo do app;
  • Boletos e split de recebíveis;
  • Cartões pré-pagos ou de crédito;
  • Crédito contextual no momento da compra.

Comece com um MVP de alto impacto e expanda depois.

3. Integração via APIs

O modelo técnico geralmente inclui:

  • APIs de onboarding e KYC;
  • Motor de antifraude;
  • Gestão de contas;
  • Iniciação de pagamentos;
  • Conciliação e relatórios;
  • Webhooks para eventos em tempo real.

Times de produto conectam esses serviços ao front do aplicativo, mantendo a identidade visual da marca.

4. Desenho regulatório e operacional

Um bom provedor de BaaS oferece:

  • Políticas de PLD/AML;
  • Monitoramento transacional;
  • Guarda de dados;
  • Prevenção à fraude;
  • Atendimento a exigências do Banco Central.

Assim, sua empresa foca no cliente, não na burocracia.

5. Testes e lançamento gradual

  • Sandbox para homologação;
  • Pilotos com base restrita;
  • Métricas de conversão e risco;
  • Expansão por perfis de clientes.

Principais casos de uso de BaaS

🛒 E-commerce e marketplaces

  • Carteira para sellers;
  • Antecipação de recebíveis;
  • Split automático;
  • Crédito no checkout.

🏢 ERPs e softwares de gestão

  • Contas para empresas;
  • Pagamento de fornecedores;
  • Cobrança recorrente;
  • Conciliação nativa.

🚚 Logística e mobilidade

  • Conta para motoristas;
  • Pagamento instantâneo;
  • Cartões para despesas.

💼 Fintechs e startups

  • Lançamento rápido de produtos;
  • Redução de custo regulatório;
  • Escala com segurança.

Desafios que você precisa considerar

  • Experiência do usuário: o financeiro deve ser invisível;
  • Segurança e antifraude;
  • Governança de dados;
  • Suporte e SLA do provedor;
  • Escalabilidade das APIs.

Escolher o parceiro errado pode transformar agilidade em gargalo.


Como escolher um parceiro de Banking as a Service

Avalie:

  1. Infraestrutura proprietária e estável;
  2. Conectividade com Pix, cartões e crédito;
  3. Camada de risco integrada;
  4. Experiência com seu setor;
  5. Capacidade de custódia e back-office.
  6. Suporte técnico e documentação.

Integrar Banking as a Service não é apenas adicionar pagamentos, é transformar seu negócio digital em uma plataforma financeira completa, capaz de gerar mais receita, fidelizar clientes e competir em um mercado cada vez mais integrado.

Empresas que dominarem o embedded finance terão vantagem estrutural na próxima década.

Perguntas frequentes

Preciso de licença bancária para usar BaaS?
Não. O provedor regulado opera por trás da solução.

Posso usar minha própria marca?
Sim, o modelo é white label.

É seguro?
Os provedores utilizam KYC, antifraude e monitoramento exigidos pelo regulador.

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