Lending as a Service: como montar uma operação de crédito do zero

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TENDÊNCIAS PARA O MERCADO FINANCEIRO EM 2025

Pagamentos instantâneos 2.0, regulação de Banking as a Service, novos mecanismos antifraude, ascensão do Open Finance, Embedded Finance e outras tendências.

Nos últimos anos, o crédito deixou de ser um produto exclusivo de bancos para se tornar uma alavanca estratégica de crescimento para empresas de diferentes setores. Marketplaces, fintechs, plataformas B2B, varejistas e até empresas de tecnologia passaram a enxergar o crédito como uma forma de aumentar conversão, ticket médio, fidelização e recorrência.

Ao mesmo tempo, o avanço regulatório, a digitalização do sistema financeiro e a consolidação de APIs financeiras tornaram possível algo que antes era inviável: oferecer crédito sem ser um banco.

É nesse contexto que surge o Lending as a Service (LaaS), um modelo que permite estruturar operações completas de crédito de forma escalável, segura e regulada, sem a necessidade de construir uma instituição financeira do zero.

O que é Lending as a Service (LaaS)?

Lending as a Service (LaaS) é o modelo que permite que empresas ofereçam crédito próprio sem precisar se tornar um banco ou financeira. A operação é viabilizada por uma infraestrutura regulatória, tecnológica e operacional fornecida por uma plataforma especializada.

Na prática, o LaaS permite que empresas de diferentes setores, fintechs, varejistas, marketplaces, empresas de benefícios, HRTechs, plataformas B2B e até indústrias, ofereçam crédito aos seus clientes de forma rápida, regulada e escalável, sem precisar construir toda a estrutura do zero.

Esse modelo é o que sustenta o crescimento do Embedded Finance, permitindo que o crédito esteja inserido na jornada do usuário, no momento certo e com menor fricção.

Por que o Lending as a Service cresceu tanto no Brasil?

O crescimento do LaaS no Brasil está diretamente ligado a três fatores:

Digitalização do sistema financeiro

Com Pix, Open Finance, assinatura digital e APIs bancárias, o crédito deixou de ser um processo manual e passou a ser totalmente automatizável.

Avanços regulatórios

O Banco Central criou um ambiente favorável para:

Demanda por crédito contextual

Empresas querem oferecer crédito:

  • No checkout;
  • No app;
  • Na jornada do cliente;
  • No momento da decisão de compra.

Tudo isso sem virar banco.

O que é necessário para montar uma operação de crédito?

Montar uma operação de crédito envolve cinco pilares fundamentais:

Estrutura regulatória

O primeiro passo é definir qual modelo regulatório será utilizado:

Opções mais comuns:

  • SCD (Sociedade de Crédito Direto): ideal para quem quer operar crédito com capital próprio;
  • FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios): estrutura mais comum para escalar crédito com funding de terceiros;
  • Parceria com instituição regulada: modelo mais rápido para entrar em operação (via Lending as a Service).

Aqui entra o papel do LaaS: a empresa não precisa obter licença própria nem lidar com a complexidade regulatória.

Originação e jornada digital

Uma operação moderna de crédito exige:

  • Cadastro digital (KYC);
  • Validação de documentos;
  • Biometria facial e prova de vida;
  • Consulta a bureaus;
  • Análise antifraude;
  • Simulação de crédito;
  • Assinatura eletrônica;
  • Liberação automatizada.

Tudo isso deve acontecer em poucos minutos. Quanto menor a fricção, maior a conversão.

Motor de crédito e políticas de risco

O coração da operação é o motor de crédito.

Ele define:

  • Quem pode tomar crédito;
  • Quanto pode tomar;
  • Em quais condições;
  • Com qual taxa;
  • Com qual prazo.

Um bom motor de crédito combina:

  • Dados tradicionais (bureaus);
  • Dados alternativos;
  • Open Finance;
  • Regras de negócio;
  • Modelos estatísticos ou ML.

No modelo LaaS, esse motor pode ser:

  • Próprio da empresa;
  • Compartilhado;
  • Customizado sobre a infraestrutura do provedor.

Formalização e compliance

Nenhuma operação de crédito é escalável sem:

  • Assinatura digital com validade jurídica;
  • Gestão documental;
  • Trilhas de auditoria;
  • Compliance regulatório;
  • Prevenção à fraude e à lavagem de dinheiro (PLD/FT).

Aqui entram soluções como:

  • Assinatura digital ICP-Brasil;
  • Device fingerprint;
  • Análise comportamental;
  • Monitoramento transacional;
  • KYC e KYB automatizados.

Liquidação, cobrança e gestão da carteira

Após a concessão, a operação continua viva.

É preciso:

  • Liquidar os recursos;
  • Acompanhar pagamentos;
  • Gerenciar inadimplência;
  • Executar cobranças;
  • Gerar relatórios regulatórios;
  • Prestar contas a investidores (no caso de FIDC).

Tudo isso deve estar integrado à infraestrutura de crédito.

O papel do Lending as a Service na prática

Com um modelo de Lending as a Service, sua empresa não precisa:

  • Criar uma financeira;
  • Montar time regulatório;
  • Desenvolver sistemas bancários;
  • Cuidar de compliance sozinho;
  • Construir esteiras antifraude do zero;

Você passa a operar crédito de forma plug-and-play, focando no que realmente importa: aquisição de clientes, experiência do usuário e o crescimento do negócio.

Para quem o Lending as a Service é ideal?

  • Fintechs e startups de crédito;
  • Marketplaces e e-commerces;
  • Empresas de benefícios;
  • Plataformas B2B;
  • HRTechs e ERPs;
  • Varejistas;
  • Empresas que querem monetizar sua base de clientes;

Como a QI Tech viabiliza operações de Lending as a Service

A QI Tech é uma infraestrutura completa para operações de crédito no Brasil.

Com um modelo end-to-end, a QI Tech oferece:

  • Estrutura regulatória (SCD, FIDC, DTVM);
  • Motor de crédito e esteira antifraude;
  • KYC, biometria e validações;
  • Assinatura digital com validade jurídica;
  • Gestão de contratos e pagamentos;
  • Integração via API;
  • Escalabilidade e compliance regulatório.

Tudo isso em um único ecossistema.

Crédito como produto, não como burocracia

O Lending as a Service transformou o crédito em um produto tecnológico, e não mais em um processo bancário pesado e lento.

Empresas que adotam esse modelo conseguem:

  • Lançar crédito mais rápido;
  • Reduzir custos operacionais;
  • Aumentar conversão;
  • Escalar com segurança;
  • Manter conformidade regulatória.

Se antes era preciso anos para estruturar uma operação de crédito, hoje é possível fazer isso em semanas — desde que com a infraestrutura certa.

Quer montar sua operação de crédito?

A QI Tech ajuda empresas a estruturarem operações completas de crédito, do desenho regulatório à liquidação.

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