Como funciona uma operação de crédito: etapas, riscos e tecnologia por trás do processo

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TENDÊNCIAS PARA O MERCADO FINANCEIRO EM 2025

Pagamentos instantâneos 2.0, regulação de Banking as a Service, novos mecanismos antifraude, ascensão do Open Finance, Embedded Finance e outras tendências.

Uma operação de crédito é o conjunto de etapas que permite que uma pessoa física ou jurídica obtenha recursos financeiros com a obrigação de devolução futura, acrescida de juros e encargos. Embora, para o cliente final, o processo pareça simples (solicitar, aprovar e receber), por trás dele existe uma engrenagem complexa que envolve análise de risco, dados, tecnologia, compliance e estrutura jurídica.

Neste artigo, você vai entender como funciona uma operação de crédito, quais são suas principais etapas, os riscos envolvidos e como a tecnologia tem transformado esse mercado.

O que é uma operação de crédito?

Uma operação de crédito ocorre quando uma instituição concede recursos financeiros a um tomador, com base em critérios previamente definidos, estabelecendo:

  • Valor concedido;
  • Prazo de pagamento;
  • Taxa de juros;
  • Garantias (quando aplicável);
  • Condições contratuais.

Ela pode assumir diferentes formatos, como empréstimos pessoais, crédito consignado, financiamento, BNPL (Buy Now, Pay Later) ou crédito empresarial.

Quais são as etapas de uma operação de crédito?

1. Originação do crédito

A originação é o ponto de entrada da operação. É quando o cliente solicita o crédito, seja por um aplicativo, site, ponto físico ou via integração por API.

Nessa etapa, são coletados dados como:

  • Informações cadastrais;
  • Dados financeiros;
  • Renda ou faturamento;
  • Finalidade do crédito.

Quanto mais digital e integrada for essa fase, maior a eficiência e menor o custo de aquisição.

2. Onboarding e validação de identidade

Antes de conceder crédito, é essencial garantir que o solicitante é quem diz ser. Essa etapa envolve:

  • Validação de documentos;
  • Verificação biométrica;
  • Prova de vida;
  • Checagens antifraude.

O objetivo é reduzir riscos de fraude, roubo de identidade e uso indevido de dados.

3. Análise de crédito e risco

A análise de crédito é o coração da operação. Nela, a instituição avalia a capacidade e a probabilidade de pagamento do tomador.

São considerados fatores como:

  • Histórico de crédito;
  • Endividamento atual;
  • Score;
  • Renda ou fluxo de caixa;
  • Comportamento financeiro.

Hoje, essa análise é cada vez mais automatizada, utilizando modelos estatísticos, machine learning e dados alternativos, o que permite decisões mais rápidas e precisas.

4. Definição das condições da oferta

Com base no risco identificado, o sistema define:

  • Limite de crédito;
  • Taxa de juros personalizada;
  • Prazo;
  • Exigência (ou não) de garantias.

Esse modelo permite precificação individualizada, equilibrando risco, retorno e competitividade.

5. Formalização do contrato

Após a aceitação da proposta, ocorre a formalização jurídica da operação, que pode incluir:

  • Assinatura eletrônica ou digital;
  • Emissão de instrumentos como CCB, contratos ou notas comerciais;
  • Registro em entidades competentes, quando necessário.

Essa etapa garante validade jurídica e segurança para todas as partes.

6. Liberação dos recursos

Com o contrato formalizado, os recursos são liberados para o tomador, geralmente por:

  • Transferência bancária;
  • Conta digital;
  • Pix.

A agilidade nessa fase impacta diretamente a experiência do cliente.

7. Gestão, cobrança e monitoramento

Após a concessão, a operação entra na fase de gestão do crédito, que envolve:

  • Acompanhamento de pagamentos;
  • Emissão de boletos ou débitos automáticos;
  • Cobrança preventiva e corretiva;
  • Monitoramento de inadimplência.

Em operações estruturadas, também há gestão de garantias e repasses a investidores.

Quais são os principais riscos de uma operação de crédito?

Toda operação de crédito envolve riscos, entre eles:

  • Risco de crédito: inadimplência do tomador;
  • Risco de fraude: identidade falsa ou informações manipuladas;
  • Risco operacional: falhas de sistemas ou processos;
  • Risco regulatório: descumprimento de normas legais.

A mitigação desses riscos depende diretamente da qualidade dos dados, dos modelos de decisão e da infraestrutura tecnológica utilizada.

Como a tecnologia transformou as operações de crédito?

A digitalização permitiu que operações de crédito se tornassem mais rápidas, escaláveis, personalizadas e seguras.

Plataformas modernas integram onboarding digital, antifraude, motor de crédito, formalização e pagamentos em uma única infraestrutura, reduzindo custos operacionais e ampliando o acesso ao crédito.

Esse modelo é o que viabiliza soluções como crédito embutido (embedded finance), BNPL e novos formatos de financiamento para empresas e consumidores.

Entender como funciona uma operação de crédito é essencial para empresas que desejam oferecer soluções financeiras, estruturar produtos próprios ou simplesmente tomar decisões mais informadas.

Por trás de cada crédito concedido existe uma cadeia complexa de dados, tecnologia, análise de risco e governança. Quanto mais integrada e inteligente for essa estrutura, maior a eficiência, a segurança e a sustentabilidade da operação.

Como o Lending as a Service (LaaS) da QI Tech viabiliza operações de crédito completas

É nesse contexto que o Lending as a Service (LaaS) da QI Tech se torna um diferencial estratégico. A solução permite que empresas de qualquer setor estruturem e operem toda a jornada de crédito de ponta a ponta, sem precisar construir internamente uma infraestrutura complexa, regulatória e tecnológica.

Com o LaaS da QI Tech, é possível integrar, em uma única plataforma:

  • Originação e onboarding digital;
  • Antifraude e validação de identidade;;
  • Motor de crédito com regras personalizáveis
  • Emissão e formalização de contratos (CCB, notas comerciais, entre outros);
  • Pagamentos, liquidação e cobrança;
  • Gestão operacional e compliance regulatório.

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